quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Os Fanzineiros, de Breno Fernandes

Você sabe o que é fanzine? Não? Mino também não sabia, até que um dia, seu primo contou a experiência que teve com esse "jornalzinho" e a possibilidade de escrever sobre o que quiser, fazer entrevistas, desenhos e publicar de forma independente. O termo vem do inglês, aglutinando duas palavras, fan e magazine, porque, como o primo de Mino comenta, os primeiros fanzines eram feitos por fãs de ficção científica que compartilhavam resenhas de livros e filmes.

Animado com a possibilidade de criar seu próprio fanzine, Mino convida sua amiga, Alana, para produzir a primeira edição. Juntos, eles escrevem o Ciao, que foi um sucesso na escola - tanto, que até a diretora pediu para que o Mino compartilhasse a experiência de produzir um fanzine com os outros colegas.

No entanto, por mais que nosso protagonista arrasasse com o Ciao, ele era alvo constante de bullying. Tudo piora quando alguém divulga o ranking dos meninos mais bonitos da escola e Mino aparece como último colocado na lista. Essa brincadeira de mau gosto tem um impacto em sua autoestima e, para desviar a atenção de quem fazia bullying, ele decide lançar uma fake news na segunda publicação de sua fanzine, o que causa um tremendo terror na cidade de Pouso Forçado.

Ao lado de suas amigas Alana e Gigi e de seu amigo Barrão (estes dois entram depois para o fanzine, contribuindo com a segunda edição), Mino precisará enfrentar as consequências de sua mentira. Como segundo plano, os dramas vividos por esses quatro adolescentes serão apresentados para nós, leitores, e posso dizer que relembrei de algumas experiências que tive quando estava na escola. 

Em suma, este é um livro sobre amizade, aventuras e, principalmente, coragem: para reconhecer nossos erros e pedir desculpas, para sermos nós mesmos, para enfrentar aqueles que fazem piadas sobre nós e, por fim, para recomeçar.

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