segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Persuasão, de Jane Austen


Sir Walter Elliot, de Kellynch Hall, em Somersethsire era um homem vaidoso e tolo. Pai de três meninas, Elizabeth, Mary e Anne, ele contava com a ajuda de Lady Russel, amiga de sua falecida esposa, Lady Elliot, para cuidar das jovens moças. Menosprezando a moderação e a economia que sua mulher sempre mantera em casa, Sir Walter possuía dívidas que, a fim de reduzi-las, seria necessário que abrisse mão de alguns benefícios que o seu bom gosto e orgulho jamais permitiriam. 

Nesse caso, a sugestão de seu amigo, o senhor Shepherd, era que a família Elliot deixasse Kellynch Hall e mudasse para uma casa menor sem perder, contudo, o padrão que tentava manter. Essa decisão agradou a todos, menos Anne, que das três irmãs, era aquela que menos participava das decisões da família. A menina raramente era convocada para emitir sua opinião sobre qualquer assunto. Sua única amiga era Lady Russell, que a adorava como se fosse sua própria filha.

A decisão de deixar Kellynch Hall e aluga-la para outra família foi aceita, com muito orgulho, por sir Elliot:
só alugaria realmente na hipótese de que lhe fosse espontaneamente solicitado, por algum candidato irrepreensível, em seus próprios termos e como um grande favor (2017, p.18).
Em pouco tempo, o senhor Shepherd consegue um inquilino à altura de sir Walter. O almirante Croft era um homem muito saudável, de boa aparência, cavalheiro, casado, mas sem filhos. Outra informação que Shepherd traz ao amigo é que a senhora Croft é irmã de um moço que já residiu pelas redondezas há um tempo, o senhor Wentworth, antigo pároco de Monkford.
O que Anne não poderia esperar, ao ouvir as novidades sobre os novos moradores de Kellynch Hall, é que em pouco tempo, veria novamente o capitão Frederick Wentworth, irmão do antigo pároco, de quem já recebera, há 7 anos, um pedido de noivado.
Anne era muito jovem quando tudo aconteceu. Frederick não tinha fortunas, nem mesmo aliança para oferecer à jovem Elliot – mas ambos estavam apaixonados e isso não tinha relevância. No entanto, sir Walter negou o pedido com veemência e até mesmo com certa frieza. Lady Russell também não apoiava esse relacionamento e persuadiu Anne a acreditar que o noivado era um erro: imprudente, inconveniente, dificilmente exitoso e não merecedor de sucesso (2017, p. 30).
Sete anos depois, aos 27 anos de idade, Anne já não sofria por essa pequena história triste e seu desfecho, mas se arrependia de não ter mantido o compromisso de noivado, afinal, era essa resolução que a faria feliz. Havia sido forçada a seguir a prudência na juventude; ao ficar mais velha, havia aprendido a ser romântica... (2017, p. 32).

O reencontro dos dois será também o reencontro de uma antiga paixão? Será que ambos superaram o desfecho de sua breve história de amor? 

Depois de "Orgulho e Preconceito", este é o segundo livro que mais gosto da autoria de Jane Austen. Leitura mais do que indicada a todxs.

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