quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Eu fiquei ruiva e esqueci de contar pra vocês. Ops!

Há certas ocasiões, queridos leitores, em que a mudança precisa começar de fora para dentro. A gente precisa se reinventar para se reconhecer. Pode soar contraditório, mas acreditem em mim. Quando eu vi o meu cabelo vermelho no salão, a primeira sensação que tive foi de me sentir muito bonita, como há tempos não me sentia. Eu simplesmente não conseguia parar de me olhar no espelho. E essa atração também veio de outros olhares. 

Por dois meses, não consegui passar despercebida pelas ruas da Paulista ou qualquer outro lugar que frequentasse. A priori, fiquei incomodada, pois estava acostumada a me esconder na sombra de um astro - por livre e espontânea vontade, diga-se de passagem. Conforme os dias foram passando, aceitei de muito bom grado toda essa atenção. 

Depois da euforia primária, natural em quem dificilmente ousa mudar, senti uma leveza bem gostosa, dessas que nos deixam confortáveis em nossa pele. Tirei muitas fotos com o meu cabelinho assim, avermelhado. E foi por meio dessa mudança que descobri outras, dessa vez, vindas de dentro: minha flor favorita era girassol e não hortênsia, como eu acreditava; verde é uma cor agradável aos meus olhos, assim como o amarelo. Há outras mudanças que registrei em um dos textos do Instagram...

O ruivo durou tempo suficiente em minha vida. Hoje exibo meus fios acastanhados por aí. Gosto da cor natural do meu cabelo. Gosto do meu cabelo longo, ligeiramente ondulado nas pontas. Estou deixando assim. De vez em quando, procuro um reflexo para me observar e sorrio, feliz por me reconhecer e por me achar muito bonita. Acho que estou vivendo a melhor fase da minha autoestima.

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