sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Carlos transformou meu reencontro comigo mesma em poesia... fui verso e flor em suas mãos. Fui lida além das entrelinhas... amém.


Eu vou contar uma história...
Não! Deixa a palavra história de lado.
Eu vou contar um renascimento,
um renascimento de uma flor,
uma flor bem alvinha,
que aos melhores dias voltou.

Por um tempo houve uma seca
que murchou a sua vida,
se viu impotente,
angustiada,
machucada, tão ferida!
E a flor despetavala
até a chuva ficar
comovida.

Depois de muita tortura,
a água finalmente jorrou,
aquele lírio triste no campo
na água da vida se banhou;
finalmente, se ergueu do chão
e para aquele caixão
nunca mais voltou.

Hoje, a flor vive de sorriso,
percebe que a sua vida 
é um imenso paraíso
e que sua maior glória
é enterrar uma certa história
e pôr uma nova em seu juízo.

Ter um amigo poeta significa se transformar em poesia de vez em quando. Carlos me colocou em versos tão lindos que não me canso de ler. Sua sensibilidade é apenas uma de suas inúmeras qualidades. Do sorriso fácil e sotaque forte, esse sagitariano com ascendente em áries faz uma ariana com ascendente em sagitário muito feliz. É difícil encontrar amizades assim. Eu, sem procurar, fui presenteada com esse moço aí - que veio de João Pessoa para deixar minhas tardes paulistas menos acinzentadas. Falei esses dias pra ele que 2019 será o nosso ano. Ele concordou comigo. E ao som de Chico e Caetano, Caetano e Gil, um sambinha ali, um forrozinho aqui, seguimos em frente. Afinal, se tem uma coisa que não nos falta é amor. Viva nós!

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