quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Três Sombras, de Cyril Pedrosa


Três Sombras não é um livro que deve ser lido rápido, apesar de sua estrutura nos remeter o contrário. Em formato de quadrinhos, somos apresentados a uma família que vive no campo e desfruta de todos os prazeres que a simplicidade pode oferecer.

Porém, num dia qualquer, a família avista três sombras montadas em cavalos surgirem no horizonte. Apesar da distância, Louis e Lise, ficam intrigados com aquela aparição. Por que elas estavam ali?

Com o passar do tempo, Louis se dá conta de que as sombras estão ali para buscar Joachim, filho do casal. Por mais triste que estivesse, Lise entende a situação. Seu marido, contudo, recusa-se a permitir que as sombras levem o seu filho. Então, Louis toma uma atitude arriscada: parte com Joachim para uma viagem sem destino certo, a fim de enganar aquelas figuras enigmáticas.

Durante a jornada, muitos são os personagens e os perigos que os dois irão conhecer, enquanto tentam desesperada e inutilmente escapar da morte.

Como disse no início desta resenha, este não é um livro que deve ser lido rapidamente. O leitor deve atentar-se a cada quadrinho, especialmente aos movimentos e expressões das personagens, tão importantes quanto os diálogos que compõem os balões.

A angústia de Louis quase é palpável e por muitas páginas senti vontade de chorar, lamentando pelo destino que fora traçado para Joachim. A força de Lise, por outro lado, despertou em mim o entendimento que quase sempre fazemos questão de esquecer: a morte faz parte da vida. Por mais que não estejamos prontos para ela, temos que aceitá-la, pois só assim poderemos viver em paz.

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