sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Leitura: Malala, a menina que queria ir para a escola, de Adriana Carranca


Malala Yousafzai é uma das maiores inspirações que tenho.  Desde muito nova, a menina que cresceu no Vale do Swat, no Paquistão, era apaixonada pela escola e pela sua vida. Porém, tudo começa a mudar quando o grupo Talibã invade o Swat e impõe suas regras. 

A partir deste momento, as meninas estavam proibidas de ir à escola somente os meninos poderiam estudar. Inconformada com essa situação, Malala começa a escrever um blog sob o pseudônimo de Gul Makai. A partir de seus relatos publicados no site da BBC, o mundo fica a par das tragédias e do medo que tomou conta do vale. 

Pouco tempo depois, todos ficam sabendo quem era autora do blog e Malala fica muito famosa. Entrevistas e documentários são feitos sobre a menina que queria apenas ter o direito à educação. Porém, essa coragem teve um preço. No dia 9 de outubro de 2012, ela sofre um atentado dentro do ônibus que estava levando ela e outras meninas para casa, após um dia de aula normal (a escola continuou funcionando, mas de forma sigilosa). Todos pensaram que Malala não resistiria, mas mais uma vez ela nos surpreendeu com a sua força de vontade. 

Algum tempo depois, ela receberia o prêmio Nobel da paz, sendo a mais jovem ganhadora.

E foi a história desta menina que Adriana Carranca foi conhecer de perto. Logo depois do atentado, a jornalista viajou para o vale do Swat e conheceu diversas pessoas e lugares que faziam parte do universo de Malala. Era uma missão perigosa, uma vez que a mídia estava proibida de ir até lá, mas Adriana aceitou o desafio e com a ajuda de alguns homens e mulheres do vale, ela recolheu depoimentos e fotografou os cenários pelos quais passou.

Todos esses registros compõem o livro, que apesar de ser infantojuvenil, oferece a qualquer tipo de leitor a oportunidade de se aproximar mais de Malala. A obra ainda contém glossário e ilustrações de Bruna Assis Brasil.






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