segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Vem cá, deixa eu te contar uma coisa

É fato que me preocupo excessivamente com casos que não mereciam tanta atenção. 

Não sei qual é a origem do meu problema e nem porque não consigo resolvê-lo com facilidade. A questão é que o outro toma muito o meu tempo. Deus! Haja paciência para tantos outros. O que ele pensa, o que ele fala, como ele me olha, se me cumprimenta, se deixa de me chamar de Aninha. 

Todas as perguntas que crio são relevantes e ocupam um espaço danado dentro de mim. Eu, sem entender bem onde é que começa essa loucura, alimento minhas angústias com casinhos pequenininhos. Então, aquela pessoa que deixou de falar comigo ou que me acha incompetente, apodera-se de mim com uma facilidade que me assusta. Sou surpreendida com a minha própria fragilidade. Afinal, quem fica feliz ao reconhecer a relevância que dá à opinião do outro?

Certamente, essa pessoa não sou eu.

E assim, busco não me surpreender com essas circunstâncias, que a vida sempre dá um jeito de me colocar. Tento, incansavelmente, não me entristecer com opiniões alheias, pois sei que me preocupar com isso é descabido e eu seria uma tola se não tentasse lutar contra o impulso de revidar. 

Pra quê?

Como diria Mário Quintana, autor querido, eles passarão e eu passarinho!

Um comentário: