segunda-feira, 3 de julho de 2017

A carta

1º Parte
Decifra meus olhos, meus sorrisos 
E eu não entendo uma linha sequer.
Seus beijos calam tudo em mim
O silêncio que eu precisava
Sem nunca entender. 
Aprendendo o afeto no caos e
Apreendendo memórias na sala. 
No quarto, me desfiz
Na rua, deixei saber
Que entre nós há o encanto
Do riso fácil, da piada pronta
Dos nós que se desatam 
E do embaraço que existe em mim.

2º Parte
Meu lado mais latino e heróico
Descuido e poesia
Andam juntos, mão dadas
Num caminho em que ambos estão
Perdidos
E se encontram.
Sou codinome e você
Satélite
Sou menina e você mar
E me lembro de nosso escritor
Amigo de palco, plateia
Quando diz que tu me bebes
e eu me converto na tua sede.
Se suas letras são minhas, 
Saiba que tens de mim os versos.
Se seus suspiros são meus,
Teus são meus silêncios.
E se teu desejo é para mim,
Para ti são os meus melhores beijos.
"Para ti dei voz às minhas mãos,
(...) simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar".
E me procuro toda vez que você me olha
E me perco toda vez que você sorri.
E me encontro novamente. Adormeço.

3º Parte
Hoje faz um mês.
Faz um mês que bagunço os meus dias
E me deixo levar pela sua ordem.
Hoje é mistério. 
E talvez por isso, 
Não seja eu capaz de compreender
Uma linha sequer
De suas infinitas palavras.
Mas hoje também é poesia
Portanto, fique o tempo que quiser
Bagunce o quanto precisar
Seja visita contínua,
Seja o que quiser ser
Pois quem sabe, repentinamente
Eu me encontre mais aqui do que lá.

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