terça-feira, 2 de maio de 2017

Faz parte

Eu e uma amiga temos o costume de nos encontrarmos toda a semana para conversarmos sobre a nossa rotina e assim, aliviar um pouco o estresse e toda a tensão que envolve a adulticeNo final do nosso encontro, comecei a falar sobre um causo que aconteceu comigo. Fui bloqueada no Whatsapp por um cara que até outro dia era tudo pra mim. Aparentemente, ele não gostou muito do que eu disse. Esse seria apenas um fato aleatório do meu dia, se não fosse pelo seguinte: por um instante, eu fiquei mal com aquilo. Quando aconteceu, eu não entendi porque estava me sentindo daquele jeito, então comecei a chorar de raiva. Mas assim que desabafei, consegui transformar em palavras aquela sensação estranha: eu fiquei chateada, porque tinha magoado uma pessoa.

Até aquele momento, eu achava que já tinha superado isso, que o que o outro pensava sobre mim não me importava mais. Pelo visto, estava enganada e eu chorei; chorei porque mais uma vez, a mesma pessoa me fez questionar algo que eu tinha tão certo em minha vida.

Logo depois de assumir a minha chateação, eu disse a essa amiga que apesar de me incomodar com essa história, eu teria que supera-la - aprender a lidar com o fato de que nem sempre as pessoas vão gostar de mim - e tudo bem. Todos nós deixamos uma marca por onde passamos e ocasionalmente, deixaremos espinhos. É claro que farei o possível para evitar, mas as vezes, simplesmente, não dá. Nós machucamos. Alguém irá lembrar de você pelo seu belo sorriso, o abraço apertado ou o seu jeito manso de dizer que tudo ficará bem. Porém, haverá sempre aquele que, ao dizer o seu nome, transmitirá ao teu substantivo próprio uma mágoa qualquer, a dor de uma lembrança dolorosa. E nessa inconstância, seremos heróis e anti-heróis, sol e lua, Iracema e Macabeia. Seremos tudo e seremos nada. Especiais e insignificantes. As vezes, isso dependerá apenas de nós. Outrora, não há muito o que se fazer, a não ser aceitar o doce e o amargo da vida. 

Só não se esqueça, meu bem, que os seus olhos não refletem a minha verdade. Você me enxerga como você é. E eu te vejo como sou. Portanto, não assumirei responsabilidade alguma sobre seus pensamentos, mas também não os questionarei.

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