domingo, 17 de julho de 2016

Quando você aprende, ainda que aos poucos, a se tornar resiliente

Eis uma característica que me fascina, desde o momento em que a conheci, numa dessas entrevistas de emprego. Um dos meus concorrentes, ao ser perguntado sobre suas qualidades, disse que era uma pessoa resiliente. Eu tinha 20 anos quando isso aconteceu e vejam só, eu não fazia ideia do que isso significava. Assim que cheguei em casa, pesquisei o significado no dicionário. Em poucas palavras, resiliência é a capacidade que alguém tem de se adaptar às mudanças, superar adversidades, ser flexível e ao mesmo tempo ser otimista. Uma pessoa resiliente não se estressa com facilidade, não perde seu tempo com problemas pequenos e costuma ser aquela que consegue acalmar todos num momento de muita tensão. 

Fiquei tão admirada com essa tal resiliência - que incialmente era apenas um conceito da Física, que tomei a decisão de que a partir daquele momento, faria o possível para me tornar resiliente. E comecei os trabalhos.

Procurei no Facebook alguma página que tivesse como tema o assunto em questão. Encontrei o Resiliência Humana, um cantinho saudável, que indico até hoje para todos os meus amigos. Comecei a salvar as imagens que mais me chamavam a atenção e colocá-las numa pasta especial, que eu sempre abria quando eu sentia tristeza, ansiedade ou raiva. 

Lenta, porém efetivamente, comecei a desenvolver a minha resiliência. Através dela, aprendi a administrar melhor o meu desassossego, sempre ocasionado pela ansiedade. Descobri que posso lidar com qualquer situação, mas que não posso tomar decisões importantes em momentos de extrema alegria ou tristeza. Sou capaz de me analisar como se fosse uma outra pessoa; tornei-me leitora de mim mesma. 

Por que eu estou compartilhando isso? O motivo é bem simples. Tenho a convicção de que quanto mais pessoas conhecerem a resiliência e o que ela pode fazer por nós, mais satisfeitos seremos com nossas escolhas e mais confortáveis nos sentiremos em nosso corpo. Sobretudo, mais facilmente saberemos lidar com as mudanças diárias - desde aquelas imperceptíveis, singelas, até aquelas que nos viram do avesso, deixando um rastro de vulnerabilidade por onde passa.

Um comentário:

  1. Não acompanhei o Laço Cor de Rosa, mas nesse eu quero estar desde o começo.

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