sábado, 2 de julho de 2016

Não existe essa de um único amor. Não acredita em mim? Então, eu vou provar pra você. Leia.

Dias desses eu estava pensando na Pandora, uma linda boxer que morou com a minha família por longos e felizes 7 anos. A Pan era a melhor cachorra do mundo. Todo mundo no bairro a conhecia (uma vez ela escapou e um cara que morava a uns 3 quarteirões de distância pegou ela nos trouxe de volta). Ela era tão carinhosa, que uma moradora de rua passava todos os dias no portão de casa e entregava um pão francês para ela. Até hoje eu não entendo como é que ela conseguia pensar em dar um pão para a Pandora, quando o dinheiro dela era tão contado. 

Certa manhã, a Pan acordou muito fraquinha, com uma carinha de tristeza que eu não consigo explicar. Eu já estava com 13 anos. De repente, a cachorra que costumava correr atrás das galinhas que caíam em nosso quintal não conseguia mais andar ou quando andava, era com muita dificuldade. Logo ela foi internada e o médico nos falou que as opções eram poucas e que o melhor seria acabarmos com o seu sofrimento.

Nunca fiquei tão triste em toda a minha adolescência. Tinham noites em que eu sonhava com a Pandora, Meus pais me disseram que nunca mais teriam um animal de estimação de novo. Era muito doloroso. A gente se apega de um jeito que não dá pra explicar, meu pai dizia. Eu concordei.

5 anos se passaram e depois de muita insistência, adotei a Lola. E aí chegamos no ponto que eu queria.

Quando eu fui ao PetShop adotá-la, eu não pensei, nem por um segundo na Pandora. E o pior: quando pensei nela, dias depois, eu não me senti culpada. Isso não é estranho? Aos 13 anos, achei que a dor de perdê-la estaria comigo pela vida toda. Tinha a certeza de que nunca mais teria animais de estimação de novo (até meus pais concordavam comigo!).

Anos depois eu adotei a Lola e senti uma alegria que jamais pensei que fosse sentir de novo. O tempo não é uma coisinha engraçada?

Esses dias fiz um post falando sobre a minha certeza de que agora que não estou mais namorando, viverei sozinha pelo resto da vida. Hoje, acho que estou redondamente enganada  e a pessoa mais confiante do mundo não precisa mais vir aqui tentar me convencer, pois de fato, eu já concordo com ela. 

O que vai acontecer comigo será o mesmo que aconteceu com a Pandora e a Lola. Passarei por esse luto o tempo que for necessário para a ferida cicatrizar e depois, seguirei em frente. Vou conhecer alguém e sentirei aquelas borboletas no estômago como se fosse a primeira vez. Pode até ser que eu confunda com enjoo, afinal já faz um tempo que não me sinto assim. De qualquer forma, independente de como for, será tão bom quanto a primeira vez. 

There is always hope...

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