quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jane Eyre (Charlotte Brontë)


Jane Eyre, o primeiro romance da escritora inglesa Charlotte Brontë (1816-55), foi publicado em 1847, sob o pseudônimo de Currer Bell. Sabemos que no século XIX, o espaço que as mulheres ocupavam na sociedade era mínimo, ainda mais se olharmos na Literatura. É por essa razão, que as irmãs Brontë adotaram nomes masculinos, tendo assim, maior chance de publicação de suas obras e sobretudo, renome. 

Charlottë é a mais velha das 3 irmãs Brontë, conhecidas por seus romances, que marcaram não somente a literatura inglesa, mas também a mundial. Vocês já devem ter ouvido falar do clássico O Morro dos Ventos Uivantes, não? Pois bem, esse romance foi escrito por Emily Brontë (1818-48) e publicado em 1847, mesmo ano de publicação de Jane Eyre. Anne Brontë, a caçula das três irmãs é a menos conhecida, porém também teve seus romances publicados. A sua obra de maior valor literário é Agnes Grey, cujo ano de publicação é o mesmo das obras citadas de Charlottë e Anne.


Charlotte Brontë
No romance de estreia de Charlotte, temos como protagonista uma menina orfã chamada Jane Eyre, que foi criada por sua tia num ambiente bastante caótico. Jane nunca se sentiu acolhida por seus parentes, pois seus primos e até mesmo a sua própria tia, tornavam a sua vida uma sucessão de acontecimentos ruins, marcados por maus tratos e castigos. 

Quando Jane já tem idade suficiente para estudar, sua tia a coloca num colégio interno para moças, onde conquista a sua primeira amizade e aprende francês. Apesar de algumas experiências ruins (para não dizer cruéis) nesse colégio, a menina passa toda a sua adolescência lá, até se tornar professora e decidir procurar uma oportunidade de trabalho fora de Lowood. 

Jane se torna governanta em Thornfield, lugar onde ela sente que sua sorte finalmente mudará. A protagonista se apaixona pelo seu patrão, Mr. Rochester, e descobre que esse amor é recíproco. Entretanto, a união do casal não será facilmente atingida. No dia do seu casamento, Jane descobre que Mr. Rochester guarda um segredo que mudará o rumo da vida de ambos.

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Me sinto extremamente feliz e orgulhosa de ter encerrado a minha primeira leitura de um clássico em inglês. Não posso afirmar que captei 100% do livro, afinal, nem mesmo na minha língua-mãe eu consigo atingir tal proeza. Sempre deixo algo escapar, por isso a releitura é tão importante. Contudo, gostei tanto da experiência, que não vejo a hora de ler outros clássicos da literatura inglesa no original. 

"I am no bird; and no net ensnares me; I am a free human being with an independent will."

Um comentário:

  1. Que post bacana, Ana! Realmente, é sempre uma alegria terminar de ler um clássico em língua estrangeira. Eu ainda quero ler Jane Eyre, também no original!

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